Cuidados:
formato das unhas e sapatos
justos são complicadores |
(Reportagem:
Suzana Sakai/NB | Foto: Divulgação)
Tudo começa
com aquele pequeno incômodo no canto do dedo. A dor aumenta na hora
de colocar o sapato, depois a região começa a ficar vermelha
e inflamada. Sim, esses são alguns dos sintomas da unha encravada.
Se você não sofre desse mal, certamente conhece alguém
que enfrenta esse problema, que, a princípio, parece simples, mas
que pode resultar em diversos problemas. Quando maltratada, a unha
encravada pode ocasionar infecções bacterianas, formação
de um exuberante tecido de granulação no local e pode ainda
servir como base para erisipela [processo infeccioso que pode atingir
a gordura do tecido celular], explica a dermatologista do Hospital
São Camilo, Silvana Lessi Coghi.
Xi, encravou!
Normalmente,
a unha fica encravada quando uma das pontas enterra na pele ao seu redor.
A pele forma uma barreira que impede o crescimento da unha. Como ela não
pára de crescer, acaba penetrando na pele, o que causa dor e inflamação.
Quando a cútis
ao redor da unha fica inflamada, inchada e com formação
de pus e, às vezes, com granuloma (carne esponjosa), significa
complicação. Neste caso, o melhor tratamento é
a desobstrução da unha em uma minicirurgia, afirma
Silvana.
Causas
Uma
das principais causas da unha encravada está ligada ao corte incorretos
das unhas, que pode deixar pontas. Com o peso do corpo, essas pontas fazem
com que a pele que estava embaixo se projete para cima e impeça
o crescimento da unha, deixando-a encravada. O correto é
que, na hora do corte, a extremidade livre da unha faça um ângulo
de 90 graus com as margens, orienta a dermatologista.
Não
se pode esquecer que outros fatores, como o formato da unha e a utilização
de sapatos justos, também podem encravar as unhas.
Tratamentos
O
tratamento prevê a retirada do granuloma e do excesso de unha feita
com anestesia local. Dependendo do tamanho da pele, é preciso suturar
o canto da unha para evitar a reincidência. Além disso, como
se trata de uma infecção, é preciso tomar antibiótico
e fazer curativos com pomadas específicas. O tratamento pode
ser local [antibióticos tópicos] ou antibióticos
por via oral e cirúrgico. Vai depender da gravidade de cada caso,
explica Silvana.
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