Otorii,
o maior portal de madeira do mundo, é um dos grandes símbolos
turísticos do Japão: quando a maré está
baixa (foto acima), as pessoas costumam caminhar pelo local pegando
conchinhas e, anualmente, acontece o Festival de Verão
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(Fotos: Província
de Hiroshima/ Divulgação, ONTJ/Divulgação
)
Como o próprio
nome indica, esta ilha é, literalmente, um santuário, não
só religioso, mas também histórico e ecológico.
Antigamente considerada sagrada como a moradia de várias divindades,
representada pelo templo xintoísta, Itsukushima nome pelo
qual a ilha também é conhecida não era permitido
a mortais sequer viver, quanto mais dar à luz ou morrer em Miyajima.
Atualmente, não há esse tipo de proibição,
mas a tradição permanece, não existindo maternidades
ou cemitérios por lá.
Pertencente
à província de Hiroshima (sudoeste do Japão), a ilha
tem 9 km de comprimento e 6 km de largura e fica a apenas 500 m da cidade
de Miyajima, sendo facilmente acessada por balsa. Sua beleza natural é
outro atrativo turístico, com florestas virgens nas montanhas,
onde podem ser encontradas várias espécies botânicas,
típicas dessa região. O monte Misen é um exemplo:
suas cerejeiras em flor, na primavera, e os momiji (folhagem vermelha),
no outono, compõem, com a beleza do templo Itsukushima , uma das
três vistas mais bonitas do Japão (Nihon Sankei).
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Templo
xintoísta Itsukushima
O conceito
inédito de construir um templo flutuante no mar tem
duas possíveis explicações. Uma delas é que
o santuário é dedicado a deusas guardiãs do mar,
e a outra baseia-se na crença budista de que, ao morrer, a alma
atravessaria em barcos, pelo mar, rumo ao Gokuraku (a terra pura do budismo).
Acredita-se
que o templo principal deste complexo religioso foi originariamente construído
em 593, por Saeki Kuramoto e, posteriormente, em 1168, com o patrocínio
do clã Taira, liderado pelo famoso general do final da Era Heian
(sécs. VIII~XII), Taira-no-Kiyomori, começou a ganhar o
aspecto imponente, similar ao atual. Na verdade, a construção
de todas as estruturas que compõem o santuário um
total de 56 levou vários anos para ser finalizada (o templo
principal atual foi construído em 1571), mas o estilo arquitetônico
predominante é o shinden zukuri, da Era Heian. O Honden (santuário
principal), o Heiden (sala das oferendas), o Haiden (sala da adoração),
o Haraiden (sala da purificação), o Hirabutai (grande palco)
e o Takabutai (palco elevado, usado para apresentações de
Bugaku), são considerados Tesouros Nacionais.
Designado como
Patrimônio Cultural Mundial da Unesco em 1996, Itsukushima tem sofrido,
ao longo do tempo, várias intempéries, a última delas
em setembro do ano passado, quando foi atingido pelo tufão nº
18, que levou ao seu fechamento temporário. Felizmente, esse monumento
histórico e cultural tem resistido bravamente e foi reaberto ao
público no dia 20 de março deste ano, embora ainda esteja
passando por alguns reparos. O horário de visita ao templo estende-se
das 6h30 às 17h30, e as entradas variam de ¥ 100 a ¥ 500,
para adultos em geral.
Senjokaku
(Foto)
Ou Pavilhão
dos mil tatamis, cuja construção original é atribuída
a Toyotomi Hideyoshi (1537~1598), em 1587. Ao lado do pavilhão,
encontra-se o magnífico pagode de cinco andares (Goju-no-to), de
1407.
Ootorii
(Grande Portal)
Símbolo
turístico do Japão, é o maior portal de madeira do
mundo, com aproximadamente 16 m de altura e 24 m de largura. Embora já
existisse um Ootorii desde a Era Heian, o atual foi construído
entre 1874 a 1875, na Era Meiji, com madeira proveniente das províncias
de Miyazaki e Kagawa. Quando a maré está baixa, é
possível caminhar até ele, para admirá-lo de perto,
e há quem goste de colher conchinhas ao seu redor. Na maré
alta, o Ootorii parece flutuar no mar, guardando a entrada do santuário.
Monte Misen
Há
530 metros de altitude, é o ponto mais alto da ilha, de onde se
pode ver o lindo panorama local, além da cidade de Hiroshima e
as ilhas vizinhas do mar interior de Seto. Aqui, a derrubada de árvores
é proibida, e a floresta é preservada como um monumento
natural nacional. Para chegar ao topo do monte, existe uma trilha específica
para quem gosta de caminhar, ou pode-se pegar um teleférico, cuja
linha tem 1,7 km de extensão.
Kangensai
(Festival de música)
É o
maior festival anual, que acontece no 17º dia, do sexto mês
do calendário lunar (meados de julho, em pleno verão japonês),
para homenagear as deusas guardiãs do mar. Vários barcos
decorados atravessam a baía, como uma espécie de procissão,
conduzindo um santuário portátil, com a presença
de sacerdotes e músicos.
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Shamoji
(colher de madeira para servir arroz)
Um dos mais populares souvenirs de Miyajima pode ser encontrado em vários
tamanhos e, apesar de feito em madeira, é inodoro e resistente ao
calor. Além do uso utilitário, podem ser elementos decorativos,
com pinturas ou palavras gravadas neles. Comerciantes, políticos
e times esportivos, utilizam-nos também como talismãs. O maior
shamoji do mundo está em Miyajima: tem 7,7 m de comprimento e pesa
2,5 toneladas.
Momiji
manju (bolinhos no formato de folhas)
Típicos de Miyajima, esses doces são feitos com uma massa
de pão-de-ló bem macia, com variados recheios: doce de feijão,
creme de baunilha, de chá verde, de queijo e de chocolate. Ninguém
sai da ilha sem uma caixa desses bolinhos.
Ostras
Conhecidas como um alimento típico da região de Hiroshima,
são muito nutritivas e apreciadas no Japão. A riqueza natural
de Miyajima e a água do mar interior de Seto são uma combinação
perfeita para a cultura de ostras, que têm um sabor especial, favorecido
por esse habitat ideal. Anualmente, no dia 11 de fevereiro, acontece o
Festival das Ostras, quando são servidos vários pratos à
base de ostras.
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