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Criança não é bonsai
Se as condições do primeiro crescimento não forem favoráveis, a planta vegeta; é na infância que devemos tratar tanto das plantas como dos homens

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Escreveu um autor célebre: “Crianças sem alegria pouco darão, as árvores sem flores nunca podem dar frutos”.
O brinquedo é tão necessário ao desenvolvimento da criança como o sol ao desenvolvimento da planta. Nunca serão seres completos, perfeitos, as crianças que não podem se expandir, ou que só imperfeitamente o fazem.
A necessidade do brinquedo, desde os primeiros anos, vê-se na força instintiva que impele a brincar todos os animais novos.

Uma infância feliz é a necessária preparação para uma feliz idade madura. Fixavam-se na infância as nossas disposições, a atitude do espírito, as tendências da vida inteira. O hábito da alegria, adquirido desde a infância, tem uma poderosa influência sobre a vida viril e o tempo seguinte. A criança que foi educada para a felicidade, a criança a quem permitiram a livre expansão da graça da sua natureza, nunca terá predisposição para a melancolia.
A mórbida pontualidade, que por toda a parte encontramos, deve-se a uma infância reprimida.

O desejo instintivo de brincar, o amor pela distração, que se mostram tão imperiosos nas crianças, prova que essas expansões infantis são necessidades da sua natureza que, se for reprimida ou estrangulada, tornará a sua vida incompleta, imperfeita, para sempre.

Uma infância alegre, feliz, é para o indivíduo, o que, para a tenra planta, é o solo rico e cheio de sol. Se as condições do primeiro crescimento não forem favoráveis, a planta vegeta, atrofia, e não pode ser vitalizada mais tarde. É na infância que devemos tratar tanto das plantas como dos homens.

Uma infância contrariada nas suas tendências instintivas, reprimida nas suas expansões naturais, atrofiada, só pode produzir um anão.
Um ambiente jovial, feliz, alegre, desenvolve as energias, os recursos ocultos, que uma atmosfera sombria e gelada condenaria ao estado latente.

Por toda a parte, encontramos homens e mulheres descontentes e infelizes, só porque a mocidade não teve alegria e sol. Quando a argila está seca, já não pode tomar novas formas.

Poderá haver maior anormalidade na nossa bela terra do que uma criança pensativa, triste?

Uma flor humana, murcha antes de ser tempo de abrir todas as pétalas, de derramar o perfume, todo o esplendor da sua beleza?


*Minami Keizi
Natural de Getulina, interior paulista, é formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Faz previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreve também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados. E-mail: mkeizi@terra.com.br

 Arquivo:
Criança não é bonsai
O melhor dia é hoje
Solidariedade
O olho gordo
Esperança
O egoísmo
Cultivar o otimismo
Manter a tradição
O fracasso é o início do sucesso
Desabafo
Recordações da história de uma família
Natureza buda: calma, compreensão e sorriso no rosto
Sucesso e fortuna
Querer é poder
Os bons tempos
Viver sem envelhecer
Um lugar para voltar
Despedida
A harmonia do espírito
O que merece o verdadeiro valor
Cem anos de imigração
Resultado das lutas da vida
Os inimigos da felicidade
Um mundo melhor
Sonhos muito comuns
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Inveja
A vida se resume em 50 anos
O ensinamento da fábula
Não encaremos a vida com demasiada seriedade
Um lar todo seu
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O romantismo está morrendo
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Os cinco pregos de proteção
Vestígio do alquimismo em nosso tempo
Proteja a sua casa com os
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Zen e Wicca: pontos em comum
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Ritual WICCA de prosperidade
Respeitar a vida
As cores da respiração
Os poderes lendários dos magos
Influências e virtudes, segundo os wiccanos
Chás e infusões sem mistérios
A magia dos 4 elementos
Natureza e seus talismãs
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O simbolismo das pedras
A natureza é divina
O que é Wicca?
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