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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Escreveu um
autor célebre: Crianças sem alegria pouco darão,
as árvores sem flores nunca podem dar frutos.
O brinquedo é tão necessário ao desenvolvimento da
criança como o sol ao desenvolvimento da planta. Nunca serão
seres completos, perfeitos, as crianças que não podem se
expandir, ou que só imperfeitamente o fazem.
A necessidade do brinquedo, desde os primeiros anos, vê-se na força
instintiva que impele a brincar todos os animais novos.
Uma infância
feliz é a necessária preparação para uma feliz
idade madura. Fixavam-se na infância as nossas disposições,
a atitude do espírito, as tendências da vida inteira. O hábito
da alegria, adquirido desde a infância, tem uma poderosa influência
sobre a vida viril e o tempo seguinte. A criança que foi educada
para a felicidade, a criança a quem permitiram a livre expansão
da graça da sua natureza, nunca terá predisposição
para a melancolia.
A mórbida pontualidade, que por toda a parte encontramos, deve-se
a uma infância reprimida.
O desejo instintivo
de brincar, o amor pela distração, que se mostram tão
imperiosos nas crianças, prova que essas expansões infantis
são necessidades da sua natureza que, se for reprimida ou estrangulada,
tornará a sua vida incompleta, imperfeita, para sempre.
Uma infância
alegre, feliz, é para o indivíduo, o que, para a tenra planta,
é o solo rico e cheio de sol. Se as condições do
primeiro crescimento não forem favoráveis, a planta vegeta,
atrofia, e não pode ser vitalizada mais tarde. É na infância
que devemos tratar tanto das plantas como dos homens.
Uma infância
contrariada nas suas tendências instintivas, reprimida nas suas
expansões naturais, atrofiada, só pode produzir um anão.
Um ambiente jovial, feliz, alegre, desenvolve as energias, os recursos
ocultos, que uma atmosfera sombria e gelada condenaria ao estado latente.
Por toda a
parte, encontramos homens e mulheres descontentes e infelizes, só
porque a mocidade não teve alegria e sol. Quando a argila está
seca, já não pode tomar novas formas.
Poderá
haver maior anormalidade na nossa bela terra do que uma criança
pensativa, triste?
Uma flor humana,
murcha antes de ser tempo de abrir todas as pétalas, de derramar
o perfume, todo o esplendor da sua beleza?
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