|
Você
vem se sentindo enganado ou traído pelas pessoas com quem
tem se relacionado? Você pode ter confiado tanto nelas e,
no entanto, não foi correspondido como esperava...
Nessas
ocasiões, o nosso comportamento é o de ficar nos
questionando onde erramos, de criticar-nos pela falta de cuidado
por não termos percebido, de culpar-nos pelo engano e,
nesse processo de cobranças de um desempenho melhor, vamos
trilhando um caminho dolorido e penoso de vítima, assumindo
e alimentando o papel do coitado de toda a situação.
Precisamos
evitar toda essa via de sofrimento e perceber que não é
ninguém que nos engana ou trai, mas somos nós mesmos
que nos enganamos e nos traímos, por meio das ilusões
que alimentamos a respeito dos outros e de nós próprios.
Além do que, quando tentamos analisar alguém, não
nos aprofundamos o suficiente para perceber a verdadeira natureza
de cada um, inclusive a nossa própria.
Quando
acreditamos que somos traídos pelo outro, cometemos um
grande engano, porque, na realidade, somos traídos pelas
nossas ilusões. Criamos expectativas elevadas demais em
relação ao outro, concluindo que poderia atendê-las,
sem percebermos que confiamos em quem, pela sua condição
de imaturidade, ainda não tinha conquistado possibilidades
à altura do que esperávamos.
Em
meio a tudo isso, ainda nos chateamos porque descobrimos que não
éramos tão importantes para a pessoa como gostaríamos
e imaginamos... Esse é o outro ponto da questão.
Observe quanto ainda precisamos da aprovação das
pessoas e, para isso, ficamos tentando agradar para parecer melhor
do que somos. Isso mostra a importância que damos à
avaliação dos outros do que a nossa própria.
Vamos
observar melhor a nossa natureza verdadeira e apreciá-la
para desenvolvermos a coragem de sermos nós mesmos perante
as situações da vida, sem esperar a aprovação
de ninguém. E, assim, conscientes do nosso valor, conseguiremos
aumentar a confiança em nós mesmos e assumir a nossa
importância diante de nós próprios.
|