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Em
algumas circunstâncias em nossas vidas, nós nos envolvemos
em situações que nos exigiram uma conduta de educadores
em relação aos nossos filhos, sobrinhos, subordinados,
alunos, enfim, com alguém a quem, de alguma forma, você
se sentiu responsável em dar uma orientação.
Nessas
ocasiões, percebemos o quão delicado pode ser essa
questão. Quantas vezes não nos sentimos impotentes
diante de uma postura de rebeldia que nos coloca em confronto
com as nossas inabilidades e, quanto mais nos dedicamos a tentar
dominar a situação, mais perdemos o controle e as
nossas forças.
Chegamos
nessas situações-limite porque esquecemos que a
responsabilidade maior em educar alguém sob nossos cuidados,
em momentos de necessidade, não é somente nossa.
Apenas somos coadjuvantes no processo que Deus, pela eternidade,
tem feito por cada um de nós. Assim, o processo de educação
vem ocorrendo em várias existências pelas quais o
nosso espírito vem passando.
Então,
por que queremos, em apenas uma vida, tornar uma criança
que está em nossas mãos uma perfeição
quando adulto? Como conseguir essa proeza em um ser humano, se
até Deus permite que isso aconteça no decorrer das
inúmeras existências? Verifique se esse empenho não
é pela sua própria realização, porque
se não consegue o objetivo você se martiriza e se
culpa...
Na
realidade, a incumbência de cuidar de alguém muda
a cada existência, portanto, não podemos pôr
a perder a chance de educar com muito bem-querer e amizade, ao
invés de se tornar uma companhia intolerante, por ficar
cobrando e criticando, acreditando que está educando, quando
a real necessidade da educação é o amor verdadeiro.
Querer
bem alguém que atende as suas orientações
é até muito fácil, mas fazer o seu amor fluir
sem condições e imposições, nos momentos
de conflitos, é o grande desafio que precisa ser trabalhado,
porque é quando o ser humano mais precisa dessa ternura.
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