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Arquivo NippoBrasil - Edição 066 - 17 a 23 de agosto de 2000
 
Angra dos Reis
Porto preferido do turista náutico
Considerada uma das cidades mais bonitas da Costa Verde, a vegetação tropical da Serra do Mar mergulha nas águas cristalinas na Baía de Reis. Mais de 2 mil praias e cerca de 365 ilhas encantam os olhos e atraem turistas de todo o mundo

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

A história do município de Angra dos Reis percorre os grandes ciclos econômicos da história do Brasil. No início da colonização, essa foi uma região cobiçada por vários povos europeus na busca da exploração e contrabando de produtos tropicais. Geograficamente possuidor de uma costa marítima privilegiada, o município era importante entreposto comercial para as rotas marítimas que, vindas da Europa e África, navegavam pela América do Sul, indo em direção a São Paulo, e as bandas do Continente do Rio Grande de São Pedro, como eram chamadas as terras localizadas no extremo sul do Brasil.

Os antigos caminhos do povoamento do Brasil cruzavam a região e constituíam importantes estradas que, ao longo do período colonial, eram vitais para interligar as regiões de São Paulo e das Minas Gerais ao litoral do atual Estado do Rio de Janeiro.

Nos primeiros 200 anos, a região compreendida entre Angra dos Reis e Parati viu desaparecer a cultura originária dos povos indígenas e assistiu à gradativa implantação de latifúndios escravistas voltados à produção de açúcar e aguardente, assim como gêneros alimentícios destinados à população.

No início dos 800 anos, as conseqüências da descoberta do ouro em Minas Gerais e Goiás passam a afetar a localidade, que vê aumentar o tráfico de escravos africanos e a circulação de mercadorias pelo seu litoral e interior. Esta época viu surgir o famoso Caminho Novo, estrada construída pelo El-Rei de Portugal, que fazia a ligação por terra entre São Paulo e o interior das Minas Gerais, ligando estas regiões ao Rio de Janeiro, evitando assim o percurso marítimo antigo, via entreposto de Angra dos Reis e Parati, acossado por piratas e corsários ávidos por ouro e diamantes.

No século XIX, o município e suas “paróquias” vivem períodos áureos proporcionados pelo café, como é exemplo da Vila Histórica de Mambucaba. Com a construção da estrada de ferro D. Pedro II, por volta de 1864, e a posterior abolição da escravidão, temos um período de crise e decadência.

As matas voltaram a fechar as montanhas. Ressurge, naquela região da Serra da Bocaina, um apogeu da vida selvagem. O nosso século, em seus primórdios, encontra uma economia de subsistência, uma população rarefeita nos inúmeros povoados caiçaras, dispersos em pequenas fainas de sobrevivência, como a pesca.

Com a política desenvolvimentalista de Juscelino Kubitscheck, a década de 50 assistirá a construção do Estaleiro Verolme, de capital holandês, no atual distrito de Jacuecanga. A indústria naval seria privilegiada pela interligação com a Companhia Siderúrgica Nacional na construção de seus navios metálicos e pela posição geográfica de nosso litoral.

A década de 70 deslumbrará um novo período, uma época autoritária e excludente, que trará uma grande mutação à região. A partir daí, Angra dos Reis se converterá em área de segurança nacional, perdendo a prerrogativa de eleger seus dirigentes e tendo seus movimentos sociais sufocados. A Usina Nuclear Angra I (1972-1980), o Terminal Petrolífero da Baía da Ilha Grande (1974-1979) e a Rodovia Federal Rio-Santos (BR-101) redefinem a cidade e seus espaços.

O crescimento intenso da população e a expansão da cidade continuam nas áreas urbanas, gerando a ocupação desordenada dos morros do centro e adjacências, bem como a criação de grandes bairros periféricos. Nessa época, os empreendimentos turísticos, incentivados pela facilidade de acesso proporcionado pela construção da Rodovia Rio-Santos, iniciam o processo de ocupação dos melhores terrenos ao longo do litoral.

 

Atrativos Naturais

• Convento São Bernardino de Sena e Capela da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência - Inaugurado em 1763 em substituição ao antigo convento franciscano da Cachoeira. Funcionou regularmente até o ano de 1859. Em 1931, o convento foi requisitado pelo governo, para funcionar como casa de órfãos e Liceu Primário durante nove anos, quando novamente voltou a ser convento. O relógio existente no campanário ainda é original do antigo convento. Tombado pelo Sphan em 1947.

• Convento de Nossa Senhora do Carmo e Capela da Ordem Terceira - Os frades carmelitas estabeleceram-se neste local antes mesmo de aqui existir o primitivo povoamento. Fundado em 1593, seu aspecto atual data de 1623. Existe no cemitério o corpo mumificado de Maria Isabel da Visitação Corrêa, falecida em 1822.

• Cruzeiro - Executado em mármore lioz, foi doado em 1758 por D. José I de Portugal.

• Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Localizada na Praça Silvestre Travassos, iniciada em 1623, essa obra arrastou-se até 1750 quando foi inaugurada. Nela encontra-se imagens legendárias de Nossa Senhora da Conceição, que, estando a caminho da Vila de Intanhaém acabou ficando nesta Vila dos Reis Magos para ser a excelsa padroeira dos angrenses.

• Igreja de Santa Luzia - Localizada na Rua do Comércio, construída em 1632 em cumprimento a promessa feita pela família Venerável de Oliveira, primitivos povoadores da Vila dos Santos Reis Magos. Foi a nossa primeira Igreja , sendo a primeira Matriz de Angra.

• Edifício do Paço Municipal - Antiga Casa da Câmara foi construída em 1871, fica na Praça Nilo Peçanha. Foi abandonado na segunda década deste século e chegou a ruir. Em 1930 foi restaurado e é sede do governo municipal até os dias de hoje.

• Antiga Casa da Câmara e Cadeia - Situada na Praça Nilo Peçanha. Construída na primeira década do século XVII, é atual sede da Câmara Municipal.

• Mercado do Peixe - Construído pela municipalidade em 1914, é local onde se encontram os peixes fresquinhos da cidade.

• Chafariz da Saudade - Situado na praça do Mercado de Peixe, esse chafariz serviu para captar as águas da Fonte da Saudade e marcou a primeira visita do imperador D. Pedro II à cidade em 1863.

• Chafariz da Chácara da Carioca - Situado no fim da Rua Professor Lima, foi construído em 1842, sendo o único em funcionamento. Existe uma crendice popular que diz que a pessoa bebendo da água da bica do meio jamais se afastará da cidade.

• Casa da Cultura - Sobrado construído em 1824, foi reivindicado pela comunidade para ser um espaço a serviço dos diversos segmentos culturais. Foi desapropriado, tombado pelo INEPAC e inaugurado como Casa da Cultura em 1985.

• Museu de Artes Sacras - Situada a Rua Dr. Bastos, construída em 1752, é a única igreja que conserva a pintura original do retábulo do Altar-Mor. Atualmente funciona o Museu de Artes Sacras de Angra dos Reis.

• Sobrado da Praça General Osório - Constitui um conjunto característico de arquitetura do século XVIII (datado de 1847) de influência portuguesa.

• Ladeira de Santa Luzia e Sobrado - Este é o mais antigo sobrado existente, construído em 1793. Nele funciona a biblioteca do escritor e historiador Alípio Mendes.

• Vila de Mambucaba - Fica na BR-101, a beira mar. Seu apogeu se deu no século XIX devido ao mercado de escravos, a exportação de café e a produção de cachaça. Hoje no local restam algumas construções e a Igreja do Rosário construída em 1834.

• Monumento do Náufrago do Aquidabã - Obelisco de granito em memória ao encouraçado Aquidabã, que naufragou na Baía de Jacuacanga em 1906. Seu acesso se faz pela BR-101, com entrada pelo trevo da Petrobrás, km 470.

• Ruínas do Engenho Central do Bracuhy - Localizada na BR-101, km 504 e junto ao acesso do condomínio do mesmo nome. Construção do século XIX, que lembra a arquitetura típica da revolução industrial. Apesar de estar em ruínas, ainda pode-se ver os fossos subterrâneos e as grossas paredes de pedras.

• Ermida do Senhor do Bonfim - Foi construída em 1780. Conhecida como Igrejinha do Bonfim, tem sua festa maior em maio, mês do padroeiro, onde é realizada festa com procissão marítima, atividades esportivas e barraquinhas na praia em frente à Igreja.

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