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Arquivo NippoBrasil - Edição 159 - 12 a 18 de junho de 2002
Hokkaido, o inverno mais gelado do Japão

Durante a semana que acontece o festival cerca de dois
milhões de pessoas prestigiam o evento
 

Cidadãos comuns de Sapporo
também fizeram estátuas na neve

(Fotos: Reginaldo Okada)

Na província de Hokkaido, localizada no extremo norte do Japão, o inverno é o mais rigoroso do país. Porém, a neve, na mesma proporção que se torna indesejável, também causa fascinação. Ela pode acarretar muitos transtornos para o ser humano: de um simples escorregão a grandes catástrofes; de um pequeno atraso de trem à interrupção das atividades de um aeroporto, etc., etc. Mas ela, ao mesmo tempo, possui um caráter lúdico que proporciona momentos de lazer, diversão e alegria indistintamente para crianças e adultos. Tanto é que cada vez mais adeptos das brincadeiras e esportes na neve esquecem inconveniências como distâncias e custos para buscar em seus dias livres lugares onde se possa praticá-los, estimulando a indústria turística de uma forma excepcional.


As gigantes estátuas de neve são erguidas nos canteiros
centrais do Parque Odori, em Sapporo
 

Festival da Neve de Sapporo


Soldados do exército japonês dão o retoque final na réplica em neve do famoso Castelo de Matsumoto

O Festival da Neve de Sapporo vem chamando a atenção da mídia mundial e atraindo anualmente um número crescente de visitantes japoneses e estrangeiros por causa das gigantescas e numerosas estátuas e esculturas confeccionadas com neve e gelo. Aproximadamente dois milhões de pessoas invadem a capital da província de Hokkaido, no mês de fevereiro, para ver um dos maiores eventos de inverno do país.

A tradição teve início em 1950, quando estudantes colegiais fizeram seis estátuas no Parque Odori. Cinco anos depois, o exército japonês passou a participar fazendo enormes estátuas e o festival foi ganhando maiores proporções até alcançar as dimensões atuais e a fama internacional.

Os visitantes que vão ao festival pela primeira vez ficam impressionados com o tamanho das principais esculturas e curiosos para saber como foram construídas. Segundo o comitê executivo que organiza o evento, é utilizada a carga de cerca de 8 mil caminhões que trazem neve da periferia da cidade. Primeiramente, se constroem armações com chapa de madeira, onde são depositados cerca de 2 mil metros cúbicos de neve, com a ajuda de tratores e retroescavadeiras. Depois, armam-se andaimes em volta dos grandes blocos e depois são esculpidos com pá, algumas vezes ajudados por técnicas de engenharia e instrumentos especiais. Esses trabalhos iniciam-se três semanas antes do início do festival.

Também acontece, durante o evento, um concurso de escultura na neve com a participação de equipes de vários países. Fora o concurso, várias outras equipes formadas por cidadãos voluntários participam do festival, fazendo esculturas na neve e no gelo.

Durante os sete dias de festividades, uma programação diversificada colabora para o entretenimento do público, desde exibições de saltos de esqui e snowboards até shows musicais e folclóricos. Mas o grande espetáculo mesmo acontece ao fim do dia, quando jogos de holofotes iluminam as esculturas com luzes coloridas imprimindo no branco da neve diferentes tonalidades.

 

Guerra de bolinhas de neve


A guerra de bolinhas de neve virou esporte e atração turística em Hokkaido

Uma da últimas novidades nessa província gelada é um jogo denominado em japonês de yukigassen, ou seja, guerra de neve, que pode até ser praticado por grupos de turistas que visitam a cidade de Kitahiroshima, há cerca de uma hora de Sapporo.

O arremesso de bolinhas é uma das mais corriqueiras brincadeiras infantis nos países onde ocorre inverno rigoroso, mas, recentemente, ganhou status de esporte, com regras determinadas e competições internacionais.

Apesar de parecer uma brincadeira, não será surpresa que, em breve, o jogo seja erguido à categoria de esporte olímpico de inverno. Mesmo para um mero assistente, uma vez diante de uma partida, é difícil não se envolver no frenesi da disputa e eleger um dos times para torcer. O yukigassen possui todos os ingredientes imprescindíveis para tornar-se um desporto apaixonante. Já existe até a Federação Japonesa de Yukigassen, com sede em Hokkaido.

A peleja se dá em um espaço com medidas de dez metros de largura e quarenta de comprimento, dividido em duas áreas, uma para cada time. Dentro do campo existem, no total, sete muros de proteção feitos de neve, chamados de castelos e refúgios. Em cada área há ainda uma bandeira.

Cada time pode ter dez integrantes: um técnico, sete jogadores (quatro atacantes e três defensores) e dois jogadores reservas. Os atacantes não podem recuar até um limite chamado de linha de defesa, mas os defensores podem atuar em todo o campo. Até três jogadores poderão invadir a área adversária, caso ocorra de um quarto fazê-lo, será eliminado do jogo. Para dirigir a partida são empregados um juiz principal e quatro auxiliares.

Do ponto de vista exótico, a protagonista do jogo, sem dúvida alguma, é a bolinha de neve. Ela deve medir sete centímetros de diâmetro. Cada time poderá ter uma munição de noventa delas, que devem ficar armazenadas em duas caixas de madeira atrás do muro que ficam no fundo do campo, o castelo. Elas só poderão ser retiradas pelos jogadores defensores e passadas aos atacantes de mão em mão ou roladas pelo chão, como bola de boliche, até onde se encontram os companheiros.

Uma partida é dividida em três jogos, ou sets, de três minutos de duração, o vencedor será o que tiver maior número de jogadores em campo. Porém, o jogo poderá terminar antes do tempo previsto se todos os integrantes de um dos times forem eliminados ao serem acertados com uma bolada ou quando se consegue pegar a bandeira no campo adversário.

(Colaborou Satomi Shimogo)

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