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Arquivo NippoBrasil - Edição 163 - 10 a 16 de julho de 2002
Todaiji: o templo do grande Buda de Nara
Uma das mais concorridas atrações turísticas do Japão é Patrimônio Cultural da Humanidade e também a maior construção em madeira do planeta, que por sua vez abriga a maior estátua de Buda do mundo feita em bronze.

O pavilhão onde está o Grande Buda de Nara é a maior construção em madeira do mundo
 

Visitantes purificam-se com fumaça de incenso diante das gigantescas portas de madeira

(Reginaldo Okada)

Grandiosidade! Essa é a expressão que primeiro vem à cabeça das pessoas que visitam o Todaiji, o mais famoso templo da cidade de Nara (a capital do Japão entre os anos 710 ao 784). A dimensão física do santuário está diametralmente relacionada a sua importância no panorama político do século 8, quando o imperador Shoomu (724~749) estabeleceu um forte governo centralizador e o budismo como religião oficial da nação.

O Todaiji funcionava como um eminente centro de pesquisa e difusão da doutrina budista, em especial da linha Kegon, onde os monges realizavam seus treinamentos e estudos. Era uma espécie de “quartel-general” dentro de um sistema chamado Kokubunji, constituído por uma rede de templos erguidos por ordem do imperador nas várias outras províncias e ligados aos clãs que detinham o poder em cada região. Se por um lado era uma estratégia imperial de dominação e controle, por outro, através dos Kokubunji e das cerimônias neles praticadas, orando pela paz interna no País e pela prosperidade do povo, criou-se pela primeira vez uma consciência de unidade nacional.


De costa para o Grande Buda se vê a Lanterna
Octogonal e ao fundo o Chuomon (Portal do Meio)

Grande Buda


O Grande Buda de Nara sentado
sobre pétalas de lótus

Entre as várias esculturas de extraordinário valor artístico e histórico que constituem o tesouro do Todaiji encontra-se a imensa estátua chamada popularmente de Nara no Daibutsu (Grande Buda de Nara) e que está instalada no pavilhão principal do templo, denominado Daibutsuden.

Hoje, observando a imponência das construções e objetos artísticos legados do período Nara, pensamos o quanto deveria ter sido gloriosa aquela época. Contudo, as condições sociais e políticas reinantes não era em nada para se vangloriar. O País se encontrava tumultuado, envolto em guerras e revoltas internas, epidemias e desastres naturais.

O imperador Shoomu acreditava que por meio da religião se poderia pacificar a nação de tal forma que a população conseguisse buscar prosperidade, em especial pela devoção e fé ao budismo. Foi assim que ele teve a idéia de instituir o sistema dos Kokubunji e de construir uma monumental imagem de Buda, que fosse um símbolo nacional, ao mesmo tempo que representasse o poderio imperial.

O Grande Buda, com altura de 14,98 metros, levou três anos para ser construído nos arredores do templo Kinshoji, que foi o predecessor do Todaiji, e finalizado em 749. O pavilhão que lhe dá cobertura foi terminado em 751, e no ano seguinte foi inaugurado com uma grande cerimônia de consagração.

 
 

A imagem da iluminação


Tocar no pé da estátua de madeira da divindade
Binzuru é uma prática entre os fiéis para ter boa saúde


Dentro do Todaiji existe um tesouro em forma de obras de
arte e esculturas de valor excepcional

O Daibutsu representa a imagem do Buda Vairocana, o Buda da luz, da sabedoria e da compaixão infinita. Ela representa o momento em que Sakyamuni, sentado em meditação sob uma árvore, alcançou a iluminação tornando-se um Buda e transcendendo o tempo e espaço. É baseado nas descrições do Sutra Avatamsaka, que descreve um mundo generoso, repleto de virtuosidade e povoado de divindades.

De acordo com o texto, o canto dos pássaros, as cores das flores, a correnteza das águas, as formas das nuvens, entre outras paradisíacas imagens, todas fazem parte do mundo maravilhoso do Buda Vairocana e de seus ensinamentos que ajudam a salvar os seres do sofrimento.

Na base da estátua do Daibutsu existem pétalas de lótus, como se o Buda estivesse gravitando sobre essa flor sagrada. Simbolicamente representa o “mundo da iluminação” narrado nos textos budistas e reproduz a noção de que cada ser não possui uma existência isolada, mas que todos os fenômenos e vidas estão intimamente relacionados em um universo envolto pela luz da sabedoria do Vairocana.

Tragédias e glórias


Segundo uma crença, dá sorte atravessar um buraco num pilar do templo, que tem o mesmo tamanho do orifício da narina da estátua do Buda

Através dos anos o Todaiji e o Daibutsu passaram por momentos difíceis até chegar aos dias de hoje como um dos mais famosos símbolos culturais e religiosos nipônicos.

No ano 855, um forte terremoto abalou as estruturas do templo e provocou a queda da enorme cabeça de 5,33 metros da estátua, que foi rapidamente reparada. Em 1180, depois do agravamento da relação dos monges com o poderoso clã Taira, grande parte do Todaiji foi incendiada e reduzida a cinzas.

Sob o comando do monge Choogen, durante 20 anos houve uma grande campanha em busca de apoio financeiro para a reconstrução. Com a ajuda do imperador Go-Shirakawa e do xogum Minamoto no Yoritomo, entre outras importantes personalidades da época, primeiramente conseguiu-se restaurar a estátua e, posteriormente, o Daibutsuden, que foi reinaugurado em 1195. Depois, outras partes do complexo religioso foram recuperadas e o templo voltou a viver momentos de glória.

Contudo, novamente o Todaiji viria a ser atacado por incendiários das tropas do clã Miyoshi e Matsunaga, em 1567. O grande Buda voltaria a ficar exposto a céu aberto, recebendo sol e chuva durante cem anos. Desta vez, a reconstrução do pavilhão foi possível graças à iniciativa do monge Kookei, em 1686. Porém, as condições financeiras não permitiram uma réplica idêntica à original e o Daibutsuden foi erguido em menores proporções, sendo reinaugurado em 1709. Portanto, a versão que podemos contemplar atualmente possui 290 anos. Mesmo tendo sido reconstruído em tamanho menor o grande pavilhão sustenta o título de maior estrutura em madeira do mundo atual.

(Colaborou Satomi Shimogo)

 
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