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Arquivo NippoBrasil - Edição 167 - 7 a 13 de agosto de 2002
Sensooji o templo do Carnaval

As linhas arquitetônicas do templo Sensooji causa admiração nos visitantes
 

Um bloco das baianas se concentram na área do templo antes de entrar na avenida

(Reginaldo Okada)

As divindades budistas consagradas no templo Sensooji, do bairro de Asakusa, Tóquio, devem achar esquisito o mês de agosto. Não bastasse o sol ardente de pleno verão que esquenta seus amplos telhados curvilíneos, para infernizar ainda mais, há vinte e um anos vem acontecendo nessa época uma algazarra muito estranha à sua volta. A invasão incomum de um contigente enorme de pessoas e de bandos vestidos com roupas coloridas - ou seminus - batendo tambor com estardalhaço e pulando efusivamente sabe-se lá porquê.

Da mesma forma que é estranho para os deuses do templo, também é para os seres de carne e osso originários do país-berço da maior festa profana do planeta. A feição oriental da arquitetura do Sensooji e a sua função religiosa não é lá um cenário que combine com a profusão de sensualidade e alegria que caracterizam o folguedo do Rei Momo. De qualquer maneira, já que no carnaval vale tudo, o melhor é aproveitar o ensejo e fazer uma prece a Buda pedindo para amenizar o carma - de antes e depois da farra - e cair no samba com a alma mais leve e ágil.

Apesar da estranha combinação, essa é a sugestão para um bom programa para os próximos dias na capital nipônica. Além de se curtir um dos pontos turísticos mais famosos de Tóquio, pode-se aproveitar para assistir ao desfile das escolas de samba do Asakusa Samba Carnival, anualmente programado para o último sábado de agosto.

 

No rio Sumida barcos turísticos oferecem jantares durante passeio fluvial
 


Prédio da fabricante de cerveja Asahi é um dos símbolos modernos de Asakusa

 

Templo milenar


A exótica e gigantesca lanterna do portal Kaminarimon é o símbolo do Templo Sensooji

A história do Sensooji remonta a mais de mil e trezentos anos. Conta a lenda que no ano 628 uma estatueta foi achada no fundo do rio Sumida por dois pescadores, os irmãos Hinokuma. A imagem foi reconhecida como sagrada e atribuída à deusa budista Kannon. Protegida em um altar, passou a ser venerada pelos habitantes da vila que ficava próxima ao rio. Com o tempo começaram a afluir grande número de pessoas da vizinhança e de regiões longínquas para rezar diante da divindade. Por causa da demanda, desde então o templo foi sendo reconstruído e aumentado várias vezes, tornando-se cada vez mais famoso.

A popularidade da deusa Kannon no Japão é comparada à da Virgem Maria no ocidente. Segundo ensinamentos budistas, ela é símbolo da compaixão e liberta os seres humanos de vários tipos de sofrimento.

Fervorosos veneradores da deusa, incluindo ilustres personalidades, fizeram generosas doações ao templo. No século dezessete, o xogum Iemitsu patrocinou a construção do saguão principal e outros prédios, porém eles foram destruídos em 1945, durante os bombardeios na Segunda Guerra. Novamente os fiéis manifestaram a arrebatadora fé e patrocinaram a sua reconstrução, que foi completada em 1958 mantendo o mesmo desenho do modelo anterior.

Na entrada principal do templo fica o Kaminarimon, o famoso portal que foi refeito em 1960, 95 anos após ter sido consumido por um incêndio. Na parte frontal direita do portal se pode ver a estátua do Fuujin, o deus vento, e à esquerda, o Raijin, deus trovão. Pendendo no centro, na abertura de passagem encontra-se uma lanterna gigante de cor vermelha, que junto com as lanternas do portal Hoozomon e do prédio principal se tornaram símbolos do Sensooji.

Depois de passar pelo Kaminarimon e percorrer uma passarela chamada Nakamise, que é ladeada por diversas lojas de suvenires típicos japoneses, chega-se ao Hoozomon, um fabuloso portal com dois níveis de telhado, e à magnifica torre de cinco níveis de telhado. Além do prédio principal, que encerra o belíssimo altar onde se encontrar a imagem da Deusa Kannon, outras várias construções transformam todo o complexo arquitetônico do templo Sensooji numa das mais belas e interessantes atrações turísticas de Tóquio.

 
Asakusa Carnival

A passagem dos passistas pela frente do portal
Kaminarimon é um dos pontos altos do desfile

Durante o verão, devido ao intenso calor, decresce acentuadamente o número de pessoas que visitam o Sensooji, acarretando uma considerável queda no movimento do comércio do tradicional bairro de Asakusa. Para atrair os turistas e também como opção a mais de divertimento, a associação local dos lojistas resolveu promover um evento bem animado e que tivesse relação com os dias quentes dessa época. Foi assim que a entidade, a mais de vinte anos atrás, enviou para o Brasil alguns representantes para pesquisar o “maior show da terra” e criar uma versão japonesa.

No princípio seria difícil para um brasileiro afirmar que aqueles blocos possuíssem qualquer vestígio que lembrasse o carnaval de sua terra natal, mas nos últimos anos a evolução das escolas de samba que desfilam em Asakusa tem sido surpreendente, em todos os aspectos. Tanto é que alguns passistas viajam anualmente para o Brasil para se aperfeiçoar e inclusive chegam a desfilar em escolas tradicionais do Rio e São Paulo.

A associação dos lojistas de Asakusa conseguiu o seu objetivo, até além do esperado. Nos últimos anos o público que vai prestigiar o evento tem sido de cerca de 500 mil pessoas, acrescente-se ainda as 4 mil que desfilam como integrantes dos vários grupos, blocos e escolas.

 
(Colaborou Satomi Shimogo)
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