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Opinião - 26/03/2015 - NippoBrasil
Chega de imediatismo no Brasil

Junji Abe*

Entre 1940 e 1960, o Brasil ancorou-se na indústria automobilística como propulsor da economia em todos os sentidos. Sem visão estadista, autoridades políticas fizeram questão de esquecer a gigantesca dimensão territorial deste País. E pior: daquele período até a década 90, fizeram tudo para abandonar o sistema ferroviário. Sucatearam até o aniquilarem integralmente. Aqui em São Paulo (para não citar outros estados), a interiorização do desenvolvimento se fez através de estradas de ferro. Sorocabana, Paulista, Rondon, Mogiana, Santos-Jundiaí, Central do Brasil e outras foram responsáveis por cidades, como Sorocaba, Presidente Prudente, Marília, Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taubaté, Cruzeiro, etc.

Sofremos eternamente de imediatismo. A poderosa indústria automobilística multinacional cegou a visão de governantes despreparados e ávidos por simpatia popular e retorno político. Há anos, é a principal responsável pela geração de tributos, empregos, rendas e riquezas. Mas, precisavam ter acabado, por exemplo, com a histórica Ferrovia Central do Brasil, que transportava milhões de passageiros, com qualidade e preço acessível, entre São Paulo e Rio de Janeiro? Repolho, tomate, batata, abóbora e batata-doce de Mogi das Cruzes embarcavam, todo dia, em dezenas de vagões para alimentar os fluminenses.

A soja americana transportada pelas ferrovias até os portos marítimos tem custo de U$$ 17 por tonelada; a argentina sai por U$$ 13/tonelada; e a brasileira – melhor do mundo, produzida no Centro-Oeste – chega aos portos custando U$$ 100/tonelada, porque tudo aqui viaja em caminhões, desafiando estradas de terra, quebrando asfalto e congestionando cidades portuárias.

E o deslocamento diário de milhões de passageiros? Literalmente, uma calamidade pública. Governantes com visão tacanha não têm tido a grandeza e coragem de acelerar o resgate do transporte de qualidade sobre trilhos – metrôs e trens. Continuam enriquecendo o bolso de megaempresários corporativistas. Preocupam-se só com a ampliação das linhas de ônibus e consequente aumento de frotas. A nefasta consequência é a repulsa legítima dos usuários, descontentamento dos condutores de automóveis e revolta total da população pela falta de mobilidade urbana, cada dia pior.

Neste cenário, onde o poder público não tem mínimas condições de investimentos, sacrificamos, inclusive, importantes programas de ciclovias. Apesar de fundamentais, sofrem antipatia e desrespeito de uma parcela da população.

Temos solução? Evidente que sim. A sociedade está cansada, mas ela é a única que pode reverter a situação, mudando a visão de insensíveis homens públicos que mandam e desmandam. Ou trocando-os, porque ainda vivemos e respiramos a bendita democracia.





*Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)
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