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Opinião - 29/09/2015 - NippoBrasil
Resgate da policultura

Junji Abe*

As políticas públicas no Brasil são mal definidas e pululam para as mais diversas direções dependendo de quem ocupa a cadeira do poder. A policultura (cultivo de diversos itens na mesma área) iniciou-se com costumes trazidos pelos imigrantes japoneses, reduzindo as monoculturas da cana, café e algodão. Bastava geada, seca ou invasão de pragas para o monocultor perder toda produção. A tragédia seria minimizada se ele tivesse vários tipos de plantações ou criações.

Ocorre que os governantes sepultaram o modelo de policultura na maior parte do País. Deixaram a policultura ir sucumbindo à monocultura, por exemplo, da cana de açúcar, sem conduzir com competência a utilização do etanol. De quebra, retiraram dos pequenos produtores qualquer orientação no campo.

Se não tivessem destruído a rede de orientação no campo, cada cidade com vocação agrícola poderia ter lavouras calcadas na policultura, com alta produtividade e rentabilidade. Não haveria milhares de municípios à beira da falência como efeito da derrocada de alguns tipos de cultura de extensão. Poderiam até ter vingado as centrais de abastecimento regionais, reduzindo o gargalo da comercialização e estancando o êxodo rural.

Se o PIB do agronegócio representa hoje 30% da economia brasileira, poderia dobrar com a expansão da policultura. E o País não estaria às voltas com o caos da atualidade, marcado por inflação, desemprego e insípidos ajustes fiscais.

Alerto para a necessidade de o produtor otimizar sua propriedade. Isto pode ser feito com o Estado assumindo pesquisa, assistência e orientação técnicas. Terrenos pequenos podem virar polos agrícolas altamente produtivos. A renda proveniente de flores cultivadas em dez mil metros quadrados (m²) de estufas é idêntica à de 100 hectares (1 milhão de m²) plantados com soja.

Escolhendo os itens apropriados em função das características climáticas, de solo, recursos hídricos e outras que interferem com a atividade agrícola, produtores com área ociosa ou subaproveitada poderão ter bons resultados financeiros e gerar retorno social, sob a forma de empregos e arrecadação.





*Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes
(2001-2008)

Crédito da foto: Arquivo/Divulgação
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